Seco pelo sol e recebido pela terra.
Era o fim da caminhada longe da sinfonia
e os pés descalços já não sequer sentiam
a dor do chão, vidro estilhaçado, que sugava
por completo a sua vida.
Seco pelo sol e recebido pela terra.
Não via nem cruz nem o diabo ou algum sinal de vida.
Era sonho ou realidade? Isso nunca saberia!
Tocavam as tompretas no firmamento declarando:
luta vencida!
Seco pelo sol e recebido pela terra.
A tal verdade absoluta, ele agora encontraria:
conversaria sobre a vida, o tempo e os astros.
Mas no fim, quando sozinho, ninguém o consolaria.
Seco pelo sol e recebido pela terra.
Era o fim desse velho diabo e das armaguras de sua vida,
era o fim da consciência e dúvida não restaria: felicidade não é de alma,
mas da matéria, que agora já falecida.
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